top 0 heartbreak
Passou algum tempo desde tudo isso. Entramos numa pandemia e saímos dela e eu encontrei alguém que me mostrou o que é o amor genuíno. Entretanto, quero finalizar meu top heartbreakers.
Heartbreaker 0 - Esther A.
Bom essa pessoa especificamente não diria que foi um grande heartbreaker, mas houveram dias que eu senti falta e fiquei com sentimentos ambíguos. Desde que eu tinha 16/17 anos eu conheci ela e parecia ser uma garota divertida e diferente. Ela tinha cabelo médio ondulado com uma franja legal e mexas roxas. A primeira vez que a vi foi no shopping. Fomos apresentadas através de amigos em comum. Ela gostava de beber e principalmente fumar maconha. Certo dia nós saímos em conjunto e eu não era próxima dela, fomos pra uma balada cujo nosso amigo conseguia fazer com que nós entrássemos mesmo sendo menores de idade. Aquela época foi extremamente divertida e eu não lembro se ela sabia que eu queria ficar com ela. Eu lembro que fiquei olhando pra ela grande parte da balada, mas era algo curioso. Eu nunca tinha beijado uma garota e apenas tinha me apaixonado por uma, a Bia. Ela chegou em mim e disse que queria ter chegado em mim mais tempo. Então ela me puxou pra um canto escuro e mais reservado na balada e começamos a ficar e no começo pra mim foi estranho, doce e constrangedor. Confesso que fiquei mais confusa do que nunca. Isso passou por um tempo e a gente saia nos rolês por causa dos amigos em comum, mas eu nunca tive uma atenção ou atração super especial. Houve um dia na casa do nosso amigo Motoka em que todos estavam brincando de deitar juntos na cama no escuro e apenas zoando quando achavam um pé ou um braço no meio do caminho tentando adivinhar de quem era. Nessa brincadeira eu vi a Esther e ela me viu. Nos beijamos e foi divertido, porque achávamos que ninguém estava nos vendo ou sentindo que estávamos tocando o rosto uma da outra e beijando. Houve um dia que particularmente as coisas deram uma virada, porque eu vi ela ficando com outro cara, um amigo nosso. Achava que ela poderia ficar comigo de novo, mas aparentemente aprendi que era normal ficar com as pessoas e no dia seguinte não ter mais isso e partir pras outras. Foi nesse primeiro momento que senti algo estranho acontecendo, porque fiquei incomodada com aquilo. Talvez fosse ciúmes. Passou mais um tempo e fomos nos encontrar no próprio apartamento onde ela morava. Subimos e ficamos fumando maconha e eu vi ela preparando e bolando o Beck. Foi engraçado, porque antes mesmo de fumar, eu tava sentindo uma atração extremamente forte, MAIS FORTE MESMO por ela. O foda é que eu tava namorando o imundo do meu ex e ai fiquei com medo de pedir pra ficar com ela. Eu queria muito ter ficado com ela naquele dia. Passou um tempo, fiquei solteira e comecei a sair de novo com uma colega nossa em comum e saímos todos os amigos juntos pra uma casa de jogos de tabuleiro e etc. Subiu uma vontadezinha de ficar com ela e eu achava ela mais bonita ainda, mas não consegui chegar nela. Após isso fizemos um rolê de fazer pizza na casa de um amigo nosso e foi ali que a atração VOLTOU COM TUDO quando eu a vi novamente. Eu tentava me socializar com ela e ela perguntava se eu queria cerveja e eu me esforcei ao máximo pra trocar ideia com ela. Até que ela foi pra piscina com o pessoal e eu fiquei um tempão sentada no banco olhando ela, e tentando tomar a coragem de chegar nela. Até que eu me cansei e fui direta com ela dizendo que queria ficar. Ela disse que queria um espaço mais reservado, mas paramos ali naquele instante e olhamos uma nos olhos da outra e foi um momento hipnotizante. Apenas nos beijamos de uma maneira não muito sútil, o que atraiu olhares, mas foi engraçado. Fomos deitando num mini sofá e enquanto dávamos amassos, ela sorria de minuto em minuto. Me beijava e depois sorria e depois novamente voltava para o beijo, dava uma pausa e sorria. Foi uma experiência incrível e eu me senti bem. Entretanto, eu nunca entendi o lance da Esther, porque ela não parece conseguir manter toda aquela magia por muito tempo sem se comportar de um jeito estranho e embaraçoso. Depois que a gente ficou por um tempo ela ficou envergonhada, tentou puxar assunto dizendo: "então você faz psicologia, legal" e disse que iria pegar uma bebida. O restante do rolê ela foi simpática, mas me tratou como se a gente não tivesse ficado e não quis ficar de casal no rolê. Achei estranho esse afastamento, mas tudo certo não forcei a barra. Infelizmente, ela teve que ir embora cedo por conta da avó. Passou um tempo e ela concordou junto com a minha amiga de me colocar no grupo da festa de Halloween que ela costuma fazer anualmente. Chegou o dia da festa, mas eu não estava com a Esther na cabeça devido ao episódio constrangedor que passamos na reunião de amigos passada. Eu fui contando os dias pra na verdade ficar com uma amiga dela chamada Maria, em que eu já havia ficado uma vez no prédio do nosso amigo quando eu tinha 16/17 anos. Maria não saia da minha cabeça e quando cheguei lá e a vi foi legal, ainda queria ela, mas numa intensidade quase invisível. Ela chegou em mim e fez uma piada sobre nós ficarmos naquele dia "se você quiser, eu quero". Eu disse que queria, mas na verdade no momento em que eu pisei na festa e bati o olho na Esther a atração era EXTREMAMENTE FORTE e estava mais forte ainda do que todas as outras vezes que eu a vi. Queimava o meu peito e deixava um frio na barriga e era como um ímã que tivesse me puxando pra ir ficar perto dela. Entretanto, pra não magoar a Maria e criar uma situação constrangedora, eu não rejeitei e fui atrás da Maria. Ficamos e foi gostoso e divertido. Mas depois disso, Maria foi embora cedo e ficou MUITO claro pra mim que eu queria na verdade era ter ficado com a Esther. Mas o comportamento que a Esther teve na reunião da pizza e piscina foi tão estranho que eu nem sabia se ela gostaria de ficar comigo novamente. No fim da festa de Halloween ela chegou em mim tentando ter uma conversa à sós e a gente ficou se elogiando e o papo foi melhor e não foi estranho. Ela beijou a minha mão e ficamos paradas no tempo ai. Entrando no uber, eu a abracei e agradeci a ela por ter me convidado e ela disse que não foi nada. Naquela hora a minha vontade era de dar um beijo de despedida nem que fosse na boca, mas o fato de eu ter ficado com a Maria antes poderia pegar mal para ela e ficar estranho beijar duas pessoas diferentes no mesmo dia. Paramos ali e desde então eu via fotos dela no facebook e sentia saudade, mas a pandemia veio e eu parei de sair com essa galera e até hoje nunca mais nos vimos. Vejo as fotos dela no insta e ela tá linda, mas infelizmente ela continua andando com garotos idiotas e propagando piadas misóginas, sexistas e idiotas. Parte disso me fez perder o interesse pela Esther, pois nós somos bem diferentes. De vez em quando eu sentia muita falta de ficar com ela de novo, inventava inúmeros cenários da gente se encontrando novamente e ficando, mas é algo que parou no tempo. Foi muito bom e faz parte da minha identidade Bi.
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A escrita me faz querer arrancar todos os pedaços que restaram de mim e joga-los para fora. Eu não consigo mais viver como um ser quebrado. Tristeza e azul nos meus olhos. Nada mais.

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